Quando um gato recebe o diagnóstico de doença renal crônica, é muito comum que os tutores tenham dúvidas sobre o que ele pode ou não comer. Questões como petiscos, comida caseira, diferença entre rações e dificuldades de apetite fazem parte da rotina de muitos gatos renais e compreender essas situações ajuda a manter a qualidade de vida do gatinho por muito mais tempo.
Por isso preparamos esse artigo de dúvidas frequentes sobre alimentação de gatos com doença renal crônica.
Posso misturar ração renal com ração comum?
Durante a fase de adaptação alimentar alguns veterinários podem orientar a mistura gradual da ração antiga com a ração renal para facilitar a aceitação do novo alimento, assim como é feita em qualquer troca de ração seca, mas o objetivo final é que o gato consuma predominantemente a dieta renal prescrita. Misturar permanentemente a ração renal com a comum pode reduzir os benefícios nutricionais planejados para ajudar no controle da doença, especialmente porque eles são muito espertos e costumam comer mais a ração que é mais ‘gostosa’, no caso a ração comum (que é mais palatável).
Gatos renais podem comer petiscos?
Petiscos devem ser oferecidos com cautela para gatos com doença renal, pois muitos produtos possuem níveis elevados de fósforo e sódio, que podem não ser adequados para esses pacientes. Sempre que possível, é recomendado escolher petiscos específicos ou opções indicadas pelo médico veterinário para evitar interferência no manejo nutricional.
Posso dar comida caseira para um gato com doença renal?
A alimentação caseira não é recomendada como substituta da ração renal prescrita, pois é muito difícil controlar com precisão o nível de fósforo, sódio e proteína. No caso do gato não aceitar a ração renal, é preciso conversar com o médico veterinário, para formular uma dieta caseira sob medida para o seu gatinho. Nestes casos pode ser preciso algum tipo de suplementação, a ser indicada pelo médico veterinário também.
Posso oferecer frango cozido, atum, peixe, carne, ovo ou arroz para variar a dieta do meu gato renal?
Apesar de serem alimentos muito apreciados pelos gatinhos, muitos alimentos devem ser evitados, inclusive como petisco ou agrado. Alguns alimentos, que são baixos em fósforo, sódio e proteínas podem ser oferecidos ocasionalmente como: arroz branco cozido, batata-doce, inhame ou abóbora cozida. Para oferecer peito de frango (cozido, sem pele e sem tempero), peixe branco (tilápia ou linguado), carne vermelha ou clara de ovo cozida é ideal conversar com o veterinário que acompanha seu gatinho. Já atum, sardinha (e peixes gordurosos), fígado e vísceras em geral, gema de ovo, lacticínios e embutidos não devem ser oferecidos em nenhuma hipótese. Lembre-se: qualquer adaptação na dieta deve ser orientada pelo veterinário responsável pelo acompanhamento do paciente.
Gato renal pode comer ração de gato idoso?
Essa é uma dúvida muito comum, especialmente porque grande parte dos gatos com doença renal crônica são idosos, mas as rações para gatos idosos são formuladas para atender às necessidades nutricionais de gatos saudáveis em idade avançada e não possuem as mesmas restrições nutricionais presentes nas dietas renais terapêuticas. A ração renal possui controle específico de minerais como fósforo e composição nutricional direcionada para a doença renal, o que a torna diferente das dietas para gatos seniores, que normalmente estão focadas em suporte articular, controle de peso e manutenção da massa muscular.
A ração renal precisa ser usada para sempre?
Em geral, sim. A doença renal crônica é uma condição permanente e progressiva, por isso a dieta renal geralmente precisa ser mantida a longo prazo como parte do tratamento. Em muitos casos, essa dieta acompanha o gato durante toda a evolução da doença para ajudar a controlar os sintomas e preservar a função renal pelo maior tempo possível. Lembrando que o acompanhamento com o médico veterinário é imprescindível para adequação da dieta.
O que fazer quando o gato renal não quer comer?
A perda de apetite é relativamente comum em gatos com doença renal devido a náusea, alterações metabólicas ou sensibilidade alimentar, e nesses casos pode ser necessário adaptar a forma de oferecer a alimentação: aquecer levemente o alimento, oferecer pequenas refeições ao longo do dia ou testar diferentes tipos de rações renais (sob orientação do médico veterinário). Se o gato permanecer sem comer por mais de um dia ou apresentar recusa persistente de alimento, entre em contato imediatamente com o veterinário que faz o acompanhamento, a falta de alimentação pode levar a outros quadros clínicos tão perigosos quanto a RDC.
Quantas vezes por dia devo alimentar um gato com doença renal?
Muitos gatos com doença renal se adaptam melhor a refeições menores oferecidas várias vezes ao longo do dia, pois isso pode ajudar a reduzir episódios de náusea e facilitar a ingestão de alimento. Dividir a alimentação em porções menores também pode tornar a dieta mais atrativa para gatos que apresentam apetite reduzido.
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Doença renal crônica: sintomas, diagnóstico e tratamento – https://www.catslondrina.com.br/doencas/gato-renal-causas-sintomas-diagnostico-e-tratamento-da-doenca-renal-cronica/
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